No homem é frequente a incontinência urinária após a cirurgia de prostatectomia radical, para a retirada do câncer de próstata e menos frequente na cirurgia de ressecção transuretral da próstata (RTU), utilizada no tratamento de hiperplasia benigna. A frequência da incontinência varia dependendo da técnica cirúrgica, mas pode gerar bastante desconforto. Importante assinalar que a reeducação do assoalho pélvico (músculo perineal masculino) com trabalho da fisioterapia deve ser considerada como a primeira opção no tratamento da incontinência urinária pós-prostatectomia radical. O tratamento consistirá em exercícios para o assoalho pélvico e eletroestimulação. Os benefícios incluem a diminuição da perda urinária, aumento do intervalo entre as micções e diminuição do grau de incontinência. Além disso, a fisioterapia preventiva no pré-operatório, e logo após a retirada da sonda vesical, mostrou-se mais efetiva para reduzir o tempo de obtenção da continência, trazendo melhores resultados nos primeiros quatro meses.