É a incapacidade de reter fezes ou flatos até local e hora apropriados, ou seja, é a perda da capacidade voluntária de reter o conteúdo intestinal. Esse distúrbio compromete a qualidade de vida e se manifesta mais nas mulheres do que os homens, afetando mais de 11% da população adulta e ocorre freqüentemente em cerca de 2%.
A incontinência fecal predomina nas mulheres principalmente por causa do trabalho de parto que determina o estiramento e a degeneração parcial do nervo pudendo. Outra causa importante é a prisão de ventre mais comum no sexo feminino. Acima dos 70 anos, a incontinência fecal se manifesta igualmente nos dois sexos.
A incontinência fecal é em geral adquirida, resultante do enfraquecimento ou destruição, total ou parcial dos músculos do assoalho pélvico (região do períneo), e pode estar associado a alguns fatores como:
- Déficit neurológico (neuropatia do pudendo)
- Alteração do ângulo ano-retal que com a idade, torna-se mais obtuso
- Seqüelas de traumas cirúrgicos anteriores ou lesões diretas nas estruturas musculares
- Doenças sistêmicas e metabólicas
- Problemas congênitos
O tratamento fisioterapêutico na incontinência fecal consiste em terapia comportamental, uso de biofeedback, eletroestimulação, cinesioterapia, terapia manual entre outras.