Você já passou pela situação desconfortável de perder algumas gotinhas de urina durante um treino mais pesado, ao pular corda ou fazer um movimento de impacto? Muitas mulheres acreditam que isso é uma consequência natural do esforço, mas a verdade é que não é normal.
A incontinência urinária de esforço (IUE) se caracteriza justamente pela perda involuntária de urina durante esforços físicos, tais como espirrar, tossir, rir, saltar, caminhar ou até mesmo durante o orgasmo. Esse é o tipo mais comum de incontinência urinária e estudos apontam que de 12% a 56% das pessoas sofrem com esse distúrbio.
Por que isso acontece nos treinos? O nosso assoalho pélvico é formado por músculos, fáscias e ligamentos que funcionam como uma verdadeira “cama elástica”, sustentando órgãos como a bexiga, o útero e o intestino. Todas as situações que aumentam a pressão intra-abdominal podem sobrecarregar essa musculatura. Como prevenir é sempre melhor do que tratar, é importante saber que exercícios de alto impacto (como jump, pular corda e crossfit), carregar peso e o sobrepeso são fatores que mais prejudicam os músculos do assoalho pélvico. Se essa musculatura não estiver forte o suficiente para responder a esses esforços, ela pode sofrer lesões e se enfraquecer progressivamente.
A solução não precisa ser cirúrgica Felizmente, o tratamento não envolve necessariamente procedimentos invasivos. A Fisioterapia Pélvica atua de forma conservadora e altamente eficaz. Os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico (períneo), o uso de cones vaginais e a eletroestimulação intravaginal têm apresentado resultados expressivos para a melhora dos sintomas em até 85% dos casos.
O principal objetivo é fortalecer a musculatura para favorecer uma contração consciente e efetiva nos momentos em que há aumento da pressão no abdômen, evitando assim as temidas perdas urinárias.
Se você apresenta esses sintomas, não deixe que isso limite sua rotina esportiva ou afete sua qualidade de vida. Procure uma avaliação especializada!